História das Mulheres no Esporte – Homenagem do Time BeTheNext no Dia Internacional da Mulher | 08.03

História das Mulheres no Esporte – Homenagem do Time BeTheNext no Dia Internacional da Mulher | 08.03

Hoje comora-se em todo o mundo o DIA INTERNACIONAL DA MULHER. A ideia de uma celebração anual surgiu depois que o Partido Socialista da América organizou o dia da mulher, em 20 de fevereiro de 1909, em Nova York – uma jornada de manifestação pela igualdade de direitos civis e em favor do voto feminino.

 

Em grande parte do mundo, o simples fato de ser mulher é um desafio muito grande. Pouca inserção no mercado de trabalho, cargos e salários desiguais aos dos homens, poucas oportunidades, falta de respeito, violência, assédio, e por aí vai…

 

No esporte, essa disparidade e a dificuldade de inserção e destaque feminino podem ser facilmente observadas. Antigamente, a maior parte das modalidades era composta apenas por times masculinos, como futebol, por exemplo, já que era considerado um esporte “de homem”. E esse conceito surgiu bem lá atrás, na Grécia Antiga, onde se acreditava que as mulheres ficariam masculinizadas com exercícios, além de considerarem que elas não tinham condições físicas para a prática de esportes.

 

Mais próximo da atualidade, a própria legislação do Brasil, no período em que os militares estiveram no poder, determinava que esportes como o jiu-jitsu, futebol, entre outros eram proibidos para mulheres. Sabia disso? Em 1965, o Conselho Nacional de Desportos decidiu que: “Não é permitida a prática de lutas de qualquer natureza, futebol, futebol de salão, futebol de praia, polo-aquático, pólo, rugby, hanterofilismo e baseball”.

 

Com o passar dos anos, esse paradigma de exclusão de gênero para determinados esportes foi se extinguindo a partir do momento que as próprias mulheres passaram a inserir-se nesse meio, mesmo com os olhares “tortos” dos homens e até mesmo de outras mulheres que passaram a concordar forçosamente com aquela realidade restritiva.

 

Com a indignação cada vez mais presente entre o público feminino que tinha vontade de crescer no esporte, cada país e modalidade tiveram suas heroínas que corroboraram para o avanço da aceitabilidade feminina nesse universo tão masculino. Nas Olimpíadas podemos destacar com orgulho a atuação da francesa Alice Melliat. Seu lobby em favor das atletas forçou a inclusão de eventos femininos nos Jogos Olímpicos. Milliat, tradutora de profissão, praticou remo, era nadadora ávida e também jogadora de hóquei. No ano de 1900 ela, acompanhada de mais 10 mulheres, foi até Paris para participar da primeira edição dos Jogos Olímpicos da era Moderna. Ela reivindicou junto ao COI (Comitê Olímpico Internacional) a permissão da entrada das mulheres em diversas modalidades, pedido esse que foi acatado de forma não oficial.

 

No ano de 1928, o COI decidiu aprovar a inclusão de provas de atletismo para as mulheres nas Olimpíadas. Porém, nessa época, as mulheres ainda eram muito subestimadas no esporte e acreditava-se que elas não eram capazes de correr grandes distâncias, sendo então restritas às modalidades de curta distância.

 

Por conta disso, muitas outras mulheres passaram a protestar contra esse pré-julgamento, desafiando as regras ao participarem de provas que até então eram exclusivamente masculinas, como por exemplo, a Maratona de Boston, São Silvestre, entre outras, derrubando a ideia de que as mulheres eram frágeis para longas distâncias.

 

Foi somente no ano de 1936 que o COI decidiu reconhecer de fato as mulheres como atletas olímpicas, enquanto a presença de mulheres em corridas de longa distância foi parcialmente consolidada somente em 1984. Ainda assim, as mulheres só passaram a ter direito de participar de todas as modalidades olímpicas em 2012, o que é considerado ainda muito recente.

 

Nos jogos olímpicos de Los Angeles, em 1984, ano em que ocorreu a primeira maratona olímpica feminina da história dos jogos, Gabrielle Andersen protagonizou uma das cenas mais impactantes e emocionantes do esporte. Por conta do forte calor, ela cruzou a linha de chegada com câimbras, exausta, mas sem desistir nem um segundo, sendo mais um estímulo para as mulheres na época.

 

Aqui no Brasil, temos muitos exemplos de mulheres que quebraram paradigmas e se tornaram referência nacional e internacional. Conheça algumas delas:

AÍDA DOS SANTOS, a primeira mulher brasileira a disputar uma final olímpica em 1964, disputando saldo em altura.

 

AMANDA NUNES lutadora do UFC, considerada pelo próprio Dana White como “a melhor lutadora de todos os tempos”.

 

LÉA CAMPOS, a primeira mulher árbitra de futebol profissional no mundo.

 

DAIANE DOS SANTOS a primeira ginasta brasileira, entre homens e mulheres, a levar uma medalha de ouro no  Mundial da modalidade (Anahein, na Califórnia, em 2003). Ela também coleciona mais duas medalhas de prata e três de bronze em suas apresentações em solo, salto e equipe.

 

HORTÊNCIA, a primeira brasileira a entrar para o Hall da Fama do Basquete Internacional, em 2005, ao lado de nomes como Michael Jordan, Larry Bird e Magic Johnson.

 

JAQUELINE SILVA E SANDRA PIRES, dupla de vôlei de praia que, sem dúvida, deu um grande passo na igualdade de gênero no esporte. As cariocas ganharam a primeira medalha de ouro do Brasil na história dos Jogos Olímpicos, em 1996, em Atlanta.

 

MARIA ESTHER BUENO que durante sua carreira ganhou mais de 589 títulos internacionais. Entre eles, 19 em campeonatos do Grand Slam (que tem os torneios mais importantes do esporte): sete em simples, 11 em duplas e um em duplas mistas. Aos 19 anos, chegou ao número 1 do ranking mundial.

 

MARIA LENK, nadadora, a primeira mulher sul-americana a participar de Jogos Olímpicos, em Los Angeles, 1932, ao lado de 66 homens.

 

MARTA, melhor jogadora de futebol do mundo, eleita pela FIFA por 6 vezes.

 

MAYA GABEIRA, surfista de apenas 32 anos, mas que já marcou seu nome no esporte sendo a primeira mulher surfista a entrar para o livro dos recordes, o Guinness Book.

 

E você? Que tal se inspirar nessas histórias para continuar lutando por seu sonho e seu espaço merecdido no esporte? Seja a PRÓXIMA! BeTheNext!

 

Nosso time homenageia no dia de hoje todas as mulheres do mundo, em especial as esportistas, por lutarem duplamente em suas trajetórias: na vida e no esporte.

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Via: Assessoria de Imprensa BeTheNext

Fonte: https://g.co/kgs/tFf4kB / https://atletasnow.com/mulheres-no-esporte-conheca-suas-trajetorias-e-conquistas// https://revistaglamour.globo.com/G-Especial/Esporte/noticia/2019/05/quem-sao-10-mulheres-que-mudaram-historia-do-esporte-no-brasil.html