Dez maneiras em que os esportes serão diferentes

Dez maneiras em que os esportes serão diferentes

Os esportes estão voltando aos poucos e se tudo correr conforme o planejado, em breve estaremos novamente à plenitude dos eventos. As mudanças nas paisagens serão temporárias, mas é provável que muitas durem além da pandemia. 
Desde março, passeamos por um deserto esportivo – um vazio tão vasto que o tênis de mesa tcheco alguns dias foi classificado como o esporte mais apostado em todo o mundo. Nos últimos três meses, o esporte se contorceu como Simone Biles, tentando encontrar maneiras criativas de voltar. 
Embora o futebol europeu e brasileiro, assim como a NBA e o beisebol sul-coreano estejam retomando, sempre que vermos o esporte “voltar ao normal”, algumas das tradições e nuances mais queridas serão suspensas indefinidamente, em alguns casos irremediavelmente. Até os próprios objetos do jogo parecem ameaçadores. “Tem havido tanta especulação, que há o medo da partícula do vírus viver em uma bola”, diz o Dr. Brian Hainline, diretor médico da NCAA. O medo paira… infelizmente.
Mas então Hainline se torna filosófico: “O esporte é culturalmente essencial para o que é a sociedade. É uma expressão de quem somos como Homo sapiens do ponto de vista evolutivo. O esporte fornece uma manifestação física de esperança. E quando temos esperança, na verdade muda quem somos, nossa própria saúde mental e física”. Sábias palavras Mr. Hainline!!!
O Time BeTheNext, otimista como sempre, espera que os esportes voltem com força total mais cedo ou mais tarde. Mas logicamente, com algumas adaptações para o bem estar geral, até que tenhamos alguma notícia factível de vacina ou cura.
Se liga nas 10 novas maneiras de se acostumar com o “novo normal” no esporte!
 
1. UM ADEUS AOS ESPORTES “COM POUCA RECEITA”? SERÁ?
Na primeira semana de abril, o treinador de futebol do estado de Oklahoma, Mike Gundy, anunciou seu desejo de levar seu time de volta às instalações de treinamento até 1º de maio. Por quê? “Os jogadores têm 18, 19, 20, 21 e 22 anos, são saudáveis ??e têm a capacidade de combater esse vírus. Se isso for verdade, nós os sequestramos e continuamos, porque precisamos administrar dinheiro no estado de Oklahoma”. Ou seja, seus jovens jogadores são vitais para o comércio e a sobrevivência da modalidade na cidade.
E quanto aos esportes universitários sem receita? Difícil situação… Todos aqueles mergulhadores, atletistas, golfistas, lutadores, etc? Todas aquelas viagens de pré-temporada para o exterior, equipamentos sofisticados de treinamento e equipamentos? Eles são efetivamente “financiados” pelas demais modalidades como futebol e basquete masculino e, agora, passaram para o modo de redução de custos.
Muito dinheiro do basquete universitário e do futebol financia esportes menores e os altos salários para treinadores - ambos provavelmente sofrerão impactos significativos. Fonte: Greg Nelson
2. CORTE CHEGA TAMBÉM NOS TREINADORES
Uma análise de 2019 da ESPN descobriu que o funcionário público mais bem pago em 40 estados americanos é o treinador de futebol ou de basquete masculino. No Brasil, na grande maioria dos casos, treinadores ganham muito mais que os atletas de alta performance.
“A razão pela qual os treinadores universitários estão sendo pagos do jeito que são é que os atletas não estão sendo pagos”, diz o economista esportivo Andrew Zimbalist. “Como a compensação aos atletas começa a se soltar. . . os salários dos treinadores e os executivos têm que sofrer algum impacto”.
 
3. ASSISTIR AGORA, SOMENTE POR “LONGA DISTÂNCIA”
Você pode assistir os jogos ao vivo no Maracanã, no Fenway Park, no Staples Center ou no Soldier Field. Mas você fã, não poderá estar fisicamente nas arquibancadas. E as emissoras…, bem, também podem não estar lá pessoalmente. Da mesma forma que todas as conferências Zoom exigidas pela COVID nos fizeram reavaliar a necessidade de escritórios físicos, os executivos das rede de comunicação estão se perguntando se realmente precisam de emissoras no local em eventos esportivos. Essa tendência está silenciosamente em andamento há anos. Para as Olimpíadas de 2016 no Rio, por exemplo, a NBC tinha equipes inteiras chamando esportes de monitores das instalações de produção da rede em Stamford, Connecticut. Mas, por uma combinação de razões de saúde e orçamentárias, é provável que isso agora endureça.
Fique tranquilo... no futuro, os atletas não estarão tão próximos assim dos fãs. Fonte: Chris Keane.
4. O ESTÁDIO AUTOLIMPANTE
Convenhamos… a higiene nunca foi exatamente um ponto forte em eventos esportivos. Os atletas sangram e suam e, é claro, cospem heroicamente. Os tenistas limpam o suor e secam nas toalhas. E depois, as jogam para os fãs. O tapete dentro do octógono do UFC é, invariavelmente, riscado com plasma e outros fluidos corporais.
Mas ainda há os fãs. Empacotados com mais força do que palitos de fósforo em uma caixa, eles usam o transporte público para irem aos jogos e, uma vez lá, não pensam 2x em comer um cachorro quente depois que ele é passado pelo fornecedor e partilhado por todos na fila. Mais abaixo na arquibancada inferior, caem pipoca e cerveja quando o gol acontece.
Bem, tudo isso vai mudar. Nos EUA, o esporte está prestes a realizar uma reforma total oriunda do Departamento de Saúde e Saneamento. O manual de saúde e segurança de 67 páginas – isso mesmo… 67 páginas! Como será no Brasil e em países de terceiro mundo, onde as instalações já não são aquelas coisas? De qualquer forma, o próprio torcedor vai mudar de comportamento. Bem, esperamos que sim…
Espere que os novos padrões de higiene nos estádios sejam elevados, mesmo em locais de primeira como a Major League. Fonte: Simon Bruty.
5. NOVOS CONCEITOS DE ESPAÇO DE EXERCÍCIOS FÍSICOS
Enquanto nós fazemos filas em frente à Netflix, treinadores e preparadores físicos dos esportes profissionais estão projetando novas instalações nos estádios existentes. Lembra das 67 páginas da MLB? Ela fornece o conjunto mais completo de regulamentos de saúde e segurança até agora, mas não será o último, e todos provavelmente exigirão algum tipo de distanciamento social nas salas de musculação. Para muitas equipes, isso significa expandir o espaço atual. Em alguns casos, isso pode significar a contratação de pessoal extra.
E isso também significa continuar sendo criativo. Presos em casa, muitos jogadores fizeram mais exercícios com pesos corporais nos últimos meses do que no resto de suas vidas juntos. Quando as temporadas retomarem, alguns jogadores podem achar que seus novos corpos funcionam melhor que os antigos, especulou um técnico de força da MLB.
De qualquer forma, equipes provavelmente manterão suas salas de musculação com diversos ajustes. “Se você me disser que os atletas podem trabalhar em grupos menores, ter mais espaço, passar mais tempo com um treinador – independentemente da pandemia, isso é uma vitória”. Diz um treinador de futebol recentemente. E ele tem razão.
 
6. NOVO FOCO MENTAL
Ficar em forma física em casa, check! Mas manter o bem-estar mental pode ser um desafio muito maior. Como muitos, os atletas sofrem com o estresse do desemprego e, é claro, a perda de poder aquisitivo. Existem também preocupações existenciais. Quando você finalmente “se acha” no esporte e de repente não consegue competir, voltam todas aquelas dúvidas. Qual minha missão na terra? Que caminho devo seguir? Desisto ou não?
“Em termos de demissões e incertezas, a comparação mais próxima é quando um atleta retorna de uma lesão”, diz Jonathan Katz, psicólogo esportivo que trabalhou para uma variedade de equipes, incluindo o Rangers da NHL. “Mas existem algumas diferenças reais. Não há cronograma e histórico aqui. Haverá muitos problemas psicológicos e emocionais para retornar. Os atletas são ótimos em superação, mas acho que haverá grandes preocupações e distrações nesse novo processo”. Afirma ainda.
Atletas de esportes coletivos e individuais enfrentam suas dificuldades de maneira diferente. Os primeiros têm o benefício de ter colegas de equipe e, muitas vezes, de uma equipe de apoio à sua saúde mental. Mas esses esportes têm mais contato físico e interação. “Imagine o que acontece na primeira vez em que o cara que você está marcando tosse ou cospe acidentalmente”, diz Katz. Esportes individuais como golfe, tênis, NASCAR e corrida podem ser mais seguros e mais propícios ao distanciamento social, mas seu isolamento torna os atletas mais suscetíveis a problemas de saúde mental. Resumindo, diz Katz, “haverá um impacto sutil, mas realmente invisível, para os atletas e um nível de distração com o qual eles não estão acostumados a lidar”.
Mas sim, há um lado positivo. Ele é o seguinte: depois de ficar para trás na cultura por décadas, o esporte começou a repensar na importância da preparação mental de atletas. As equipes e ligas, que já mostravam sinais de progresso, não podem deixar de prestar mais atenção a ela em meio à pandemia. A nova força-tarefa de saúde mental do Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA, formada em fevereiro, chegou bem a tempo de ajudar os atletas na crise. A NCAA também priorizou a saúde mental dos atletas para 2020 e desenvolveu um guia de melhores práticas. Os treinadores mentais da MLB relatam realizar sessões regulares em grupo sobre o Zoom. Em abril, o atacante dos Cavaliers, Kevin Love, que fala com admirável sinceridade sobre sua ansiedade e depressão, falou para a CNN assim: “Esta é realmente uma pandemia da qual ninguém está falando. Não posso nomear algo que seja um ladrão maior do potencial humano. Portanto, é incrivelmente importante que continuemos a falar e falar sobre o estigma.”

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7. DESEJOS NÃO REALIZADOS
Mesmo se os fãs começarem a voltar aos estádios, há um grupo que provavelmente ainda precisará se afastar por muito tempo: pessoas com doenças graves que as colocam em alto risco de complicações por causa do coronavírus e que assim, precisarão prorrogar seus desejos enquanto fãs por tempo indeterminado.
Você conhece a fundação Make-A-Wish? Uma organização sem fins lucrativos fundada nos Estados Unidos que ajuda a satisfazer os desejos de crianças terminais de até 17 anos. Em um ano típico, segundo a fundação, ela atende a cerca de 500 desejos relacionados ao esporte de crianças com doenças graves. Geralmente, as crianças querem participar das finais da NBA, fazer a primeira batida na bola no Yankee Stadium ou conhecer um astro qualquer do futebol. O principal contribuinte da organização nos EUA é o esportista John Cena, estrela da WWE, que já conheceu e contribuiu com a causa de mais de 650 crianças. 
Mas hoje em dia a maioria dos desejos está em espera. As crianças que desejam um computador para jogos ou um estúdio de gravação em casa ainda podem ter os seus, mas qualquer coisa que envolva viajar ou estar perto de outras pessoas precisa esperar. 
A organização já adiou cerca de 2.400 desejos; até o final do verão americano, esse número estará mais próximo de 5.000. Isso é especialmente doloroso para crianças que não têm o luxo do tempo.
 
8. RECRUTAMENTO DE ATLETAS A DISTÂNCIA
Em muitos casos, a pandemia não estimulará mudanças, mas acelerará as mudanças que já estavam por vir. As equipes esportivas já estavam começando a perceber que seus “olheiros” podiam realizar quase tudo na frente de um computador, igualmente ou melhor do que pessoalmente em um estádio e, logicamente, por muito menos dinheiro. Agora olheiros foram “forçados” à realizar análises de perfis e vídeos online. Tenha a certeza de que muitos podem nunca voltar à “estrada”.
Os olheiros geralmente se enquadram em duas categorias:
olheiros profissionais: que têm isso com profissão e tentam adquirir talentos de diversos times e negociá-los com a equipe a qual possui vínculo; 
olheiros amadores: que buscam talentos de qualquer modalidade, categoria e gênero de forma menos profissional e, na maioria das vezes, são os verdadeiros responsáveis pela descoberta de um novo ídolo, mas não acabam colhendo pouco ou nada disso.
As equipes da NBA e da NFL praticam a análise em vídeo há anos, mas a MLB se baseou mais no reconhecimento pessoal, em parte porque existem muitos jogadores em níveis variados. Mas agora todo mundo tem tempo para mergulhar “no cinema de todos os jogadores”. Vídeos de atletas em ação são, na linguagem do setor, conteúdo verde, que pode ser exibido em qualquer dispositivo a qualquer momento, inclusive durante uma pandemia global, quando não há jogos, não é mesmo?. Eles não são nada caros de se produzir, basta ter um celular em mãos.
“Há muitos vídeos no banco de dados de todas essas equipes”, diz um olheiro de beisebol da MBL. “Você poderia assistir por anos e nunca acabar.”

Que tal então ter acesso à uma tecnologia que possibilite filtros específicos por categoria, gênero, posição, dados educacionais, dados físicos e demais informações estatísticas para que o processo de “garimpo” e descoberta seja mais facilitado? Bem, já existe. Conheça a BeTheNext: uma plataforma que propõe conectar atletas à clubes e demais entidades de forma simples, eficiente e econômica. Saiba mais em: http://bethenext.co


 
9. CADA VEZ MAIS CONTEÚDO
O Arremesso Final – The Last Dance , certamente, não será o último dos documentários esportivos. Longe disso. A retrospectiva em 10 episódios da carreira de Michael Jordan, foi um sucesso nas classificações, com média de 5,6 milhões de espectadores famintos por esportes, tornando-o o documentário mais visto na história da rede, conforme a gente postou aqui semana passada. E como sempre acontece com os sucessos, ele será imitado por outras empresas de produção e serviços de streaming. Mais notavelmente, um documentário em nove episódios com Tom Brady, The Man in the Arena , já foi encomendada pela ESPN para 2021, coproduzida pelo próprio TB12. Vários projetos póstumos de Kobe Bryant estão em andamento. Em uma pesquisa de maio do Hollywood Reporter que demonstrou interesse em outros assuntos esportivos, Muhammad Ali e Babe Ruth lideraram a lista. Então, a dança do documentário esportivo está apenas começando e a gente com certeza sai ganhando nessa.
 
10. AGENCIAMENTOS CONGELADOS
O quarterback do Cowboys, Dak Prescott, o defensor direito do Dodgers, Mookie Betts, e o atacante do Bucks, Giannis Antetokounmpo, fazem offseason em seus calendários há anos. Eles já são ricos, mas seus agentes estavam prestes à torná-los mais ricos ainda e, então, veio a pandemia. Tadinhos… rsrsrsrs
Ligas com teto salarial, como NFL, NBA e NHL, estabelecem seus limites máximos e mínimos com base nas receitas do ano passado. Assim, proprietários dos times da MLB não estarão oficialmente vinculados aos lucros a partir da temporada 2020 (se houver), mas certamente você pode esperar uma fase de protestos. 
Essas são todas as más notícias para a classe de agentes de 2020–21. O resultado mais provável é uma enxurrada de acordos de um ano, também conhecidos como contratos de travesseiros. E isso, por sua vez, é uma má notícia para a classe de agentes livres de 21 a 22. Os efeitos da pandemia no bolso desse nicho, serão sentidos nos próximos anos. Mas virão.
Agora, tudo é incerto no que se refere ao agenciamento. Fonte: Greg Nelson.

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Eh noix!

TEAM BeTheNext

#letsbethenext #bethenextofficial


Via: Assessoria de Imprensa BeTheNext
Créditos Imagens: Sports Illustrated Website – From: Greg Nelson / Simon Bruty / Chris Keane / Al Tielemans / Greg Nelson
Tradução: Assessoria de Imprensa BeTheNext / Google