As ondas douradas do Japão

As ondas douradas do Japão

Por Annelys Lopes | Content Manager BeTheNext | em 27 julho 2021.

 

Pela primeira vez na história, o surfe é uma modalidade olímpica. Temos muito o que comemorar, pois, além de o Brasil chegar como favorito nessa estreia no Japão – com os dois melhores surfistas do mundo no ranking mundial: Gabriel Medina e Ítalo Ferreira – na madrugada de hoje (27/07) Ítalo conquistou a medalha de ouro na modalidade e se tornou o primeiro campeão olímpico do surfe na história!!! Infelizmente, Medina, que era a grande esperança do Brasil, acabou perdendo o bronze e vai voltar sem medalha.

No feminino, a gaúcha/havaiana Tatiana Weston-Webb acabou saindo nas oitavas de final e a cearense Silvana Lima foi eliminada nas quartas de final. O Brasil é um dos poucos países que enviou ao Japão o time completo (dois homens e duas mulheres). No total, foram 40 atletas (20 homens e 20 mulheres) competindo em três rodadas e três finais com baterias de 30 minutos.

Os surfistas estão hospedados em uma pousada a dez minutos da praia de Tsurigasaki, na cidade de Chiba, onde foram realizadas as competições de surfe. As ondas no Japão não costumam ser muito altas, mas com a chegada de um tufão, chegou a ter ondas de 3 a 5 metros de altura, o que proporcionou belas manobras, atraindo o interesse até de quem não costuma acompanhar o surfe.

 

Quer saber mais sobre o surfe, que além de esporte é um estilo de vida? Venha conosco e conheça um pouco mais desse esporte que encanta cada vez mais pessoas ao redor do mundo e no Brasil.

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História do surfe

Há muitas lendas sobre a origem do surfe, mas há indícios de que já era praticado em torno de 5 mil anos atrás nas ilhas da Polinésia, no Oceano Pacífico. Quando iam pescar, os nativos utilizavam um barco, mas para voltar à praia com mais rapidez, eles deslizavam sobre as ondas usando apenas o corpo ou apoiando-se em toras de madeira.

No Havaí, que se localiza no extremo norte da Polinésia, essa prática passou a ser exclusiva da realeza e apenas os reis e seus filhos podiam ficar em pé nas pranchas, que eram fabricadas em um ritual religioso.

Apesar de haver histórias de que o surfe possa ter surgido antes, nas praias do Peru, em nenhum lugar do mundo foi tão praticado e integrado à cultura do povo como no Havaí. Embora esse arquipélago esteja localizado na Oceania, a mais de 3 mil quilômetros da costa dos Estados Unidos, é um território norte-americano desde 1900, o único fora do continente.

Do Havaí o surfe propagou-se para o resto do mundo com o nadador olímpico Duke Paoa Kahanamoku, havaiano nascido em 1890, que levava sua prancha de madeira (feita por ele mesmo) para todos os campeonatos, difundindo o esporte. Em 1913 ele introduziu o surfe nos Estados Unidos e é lembrado como o “pai do surfe moderno”.

Em 1949 foram produzidas as primeiras pranchas de fibra para substituírem as pesadas pranchas de madeira. Na década de 1960 o surfe se profissionalizou e surgiram inúmeros campeonatos. De lá para cá, esse esporte só tem se popularizado.

Neste ano temos motivos de sobra para comemoração: o surfe estreando nos Jogos Olímpicos, em Tóquio, e com brazuca no pódio! Parabéns @italoferreira.

 

O surfe no Brasil

Assim que começou a ser divulgado no mundo por Duke Kahanamoku, o surfe logo chegou às praias brasileiras, trazido por turistas.

A primeira prancha brasileira foi confeccionada em 1938, com informações de um artigo de uma revista norte-americana. Ela pesava 80 kg e tinha 3,6 m!

Em 1964, o surfista californiano Peter Troy trouxe ao Brasil a sua prancha de fibra, causando alvoroço entre os surfistas brasileiros. No ano seguinte, surgia no país a primeira fábrica de pranchas, a São Conrado Surfboard, no Rio de Janeiro.

Em 1975 foram disputados os primeiros campeonatos de surfe em Ubatuba (SP) e no Rio de Janeiro. Em 1988, após a realização do primeiro campeonato brasileiro de surfe ocorrido no ano anterior, que a Confederação Brasileira de Desportos reconheceu o surfe como esporte. Somente dez anos depois surgiram os campeonatos femininos.

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