20.07 | Dia Internacional do Xadrez

20.07 | Dia Internacional do Xadrez

Por Felipe Bueno | CEO BeTheNext | em 20 de julho 2021.

 

O dia Internacional do Xadrez celebra-se anualmente em 20 de julho, comemorando o dia em que se fundou a Federação Internacional de Xadrez (FIDE) em 1924.

A ideia de celebrar neste dia como o dia internacional do xadrez foi proposta pela UNESCO, e tem sido celebrada desde o ano 1966, após que foi estabelecido pela FIDE, que tem 181 federações de xadrez como membros, organiza eventos e concorrências de xadrez em todo mundo neste dia Somente em 2013, no dia internacional de xadrez celebrou-se em 178 países, segundo o Presidente da FIDE, Kirsan Ilyumzhinov.

Este dia é celebrado por muitos dos 605 milhões de jogadores regulares de xadrez de todo mundo. Em 2012, uma amostragem de Yougov mostrou que “um surpreendentemente estável 70%” da população adulta tem jogado xadrez em algum momento das suas vidas”. Esta estatística é aproximadamente a mesma em países tão diversos como os Estados Unidos, o Reino Unido, Alemanha, Rússia e Índia.

No Brasil, o esporte chegou ao país em 1808 com dom João 6º. Você sabia disso? Nessa época, o imperador trouxe para o país o primeiro exemplar impresso de um trabalho sobre o jogo. A primeira competição oficial, no entanto, só foi realizada 72 anos depois.

O xadrez jogado atualmente, tem sua origem datada no período medieval. A forma de mexer as peças do jogo foi sendo alterada com o passar do tempo. O primeiro lugar onde ele apareceu, no entanto, ainda é um mistério. Pesquisas apontam seu surgimento tanto na época do rei Salomão, que governou Israel de 961 a.C. a 922 a.C., outros, aos sábios mandarins contemporâneos de Confúcio (551 a.C. a 479 a.C.). Porém há indícios de que o xadrez já era disputado no Antigo Egito. O documento mais antigo sobre o jogo é a pintura mural da câmara mortuária de Mera, em Sakarah (nos arredores de Gizé, no Egito). A pintura representa algo semelhante a duas pessoas jogando xadrez e data de aproximadamente 3.000 anos.

O grande nome da história do xadrez no Brasil é o enxadrista Henrique Costa Mecking, o Mequinho. É considerado o melhor jogador de xadrez do Brasil e já chegou se tornar o terceiro no ranking mundial, no ano de 1977. Porém Mequinho abandonou os tabuleiros durante um longo período para tratar de uma grave doença.

Além de Mequinho, o xadrez brasileiro teve seu nome elevado no cenário mundial pela maestria de outros célebres enxadristas. A contribuição de cada um foi e segue sendo importante para a nossa história.

 

Conheça alguns deles:

 

Rafael Leitão: O heptacampeão brasileiro Rafael Leitão (São Luís, 1979), detentor dos títulos de Grande Mestre Internacional pela FIDE e ICCF, começou a jogar xadrez logo aos seis anos de idade e, aos nove, conquistou o título de campeão brasileiro mirim sub-10, o primeiro de uma carreira de sucesso. Aos quinze anos de idade, Rafael tornou-se Mestre Internacional e em 1998, Grande Mestre, sendo o mais jovem brasileiro a atingir tal conquista. Dentre participações em olimpíadas e campeonatos mundiais, obteve destaque no mundial de Nova Delhi, em 2000, terminando entre os dezesseis melhores do mundo e na Olimpíada de Xadrez de Turim (2006), conquistando a medalha de prata, melhor posição atingida por um brasileiro na história desse evento. Pela FIDE, é o único brasileiro a deter dois títulos mundiais (sub-12 e sub-18). Em decorrência do alto nível da competição, a conquista do mundial sub-18 foi de extrema relevância para o xadrez brasileiro. Em 2012, com o terceiro lugar no Mundial de Xadrez por Correspondência, Rafael tornou-se Grande Mestre nesta categoria, título homologado pela Federação Internacional de Xadrez por Correspondência (ICCF). Atualmente, Rafael Leitão é o jogador nº 1 do Brasil, de acordo com a lista da FIDE do mês de junho de 2018.

 

Alexandre Fier: Natural de Joinville, Santa Catarina, iniciou sua carreira muito jovem, vencendo o campeonato paranaense sub-10 logo aos seis anos de idade. Ainda nas categorias de base, destacou-se pelo vice-campeonato mundial sub-10 em 1998, disputado na Espanha. Com dezesseis anos de idade, alcançou o título de Mestre Internacional e dois anos mais tarde o de Grande Mestre, tornando-se o segundo mais jovem brasileiro a atingir tal feito. Fier era um dos sete Grandes Mestres Internacionais brasileiros no ano de 2007, e passou a ser o número um em 2009, quando atingiu a posição 95 no ranking mundial. Na lista da FIDE de junho de 2018 ele é o número 2 do Brasil. Dono de um estilo de jogo denominado “caótico” por ele próprio, é conhecido carinhosamente por sua legião de fãs como “No Fier”, que em inglês significa “sem medo”. Atualmente o jogador vive em Tbilisi, na Geórgia, com sua esposa, a também enxadrista Nino Maisuradze, e o filho do casal, o pequeno Viktor Fier. A mudança de endereço permite que Fier seja o enxadrista brasileiro mais atuante nos torneios internacionais, especialmente os europeus.

 

Juliana Terao: aprendeu a jogar Xadrez com seu pai quando tinha seis anos; no começo não deu muita bola para o jogo, mas, como sempre acompanhava seu irmão mais velho, o Mestre FIDE Rodrigo, logo começou a ter mais interesse pelo esporte. E, assim que tomou gosto, não parou mais de jogar. A sua primeira conquista foi o Campeonato Paulista Dente de Leite (categoria sub 8 feminino) em 1999; logo depois, em seu primeiro brasileiro, no ano 2000, ficou em 3º lugar (categoria sub 10 feminino). No ano seguinte, foi campeã brasileira (categoria sub 10 feminino) pela primeira vez. Seu primeiro título internacional foi em 2002: aos 11 anos tornou-se Campeã Pan-americana (categoria sub 12 feminino) e, assim, conseguiu o título de WFM (Woman FIDE Master). Nos anos seguintes, conquistou mais três títulos de campeã pan-americana, além de diversos títulos brasileiros e estaduais. Em 2008, aos 17 anos, conseguiu sua primeira vaga na equipe olímpica brasileira feminina para representar o Brasil na 38ª Olimpíadas de Xadrez, em Dresden – Alemanha. Desde lá, representou o Brasil em todas as Olimpíadas.  Aos 20 anos, ganhou o Campeonato Sul-Americano Juvenil, o que lhe concedeu o título de WIM (Woman International Master). Durante seu período acadêmico, Juliana representou o Brasil em dois mundiais universitários. Em 2012, conquistou o seu primeiro Campeonato Brasileiro Feminino Adulto e, em 2016, conseguiu o seu bicampeonato brasileiro; já em 2017, conquistou novamente o Brasileiro Feminino, com uma excelente performance (8,5 pontos em 9 possíveis). Desse modo, foi a primeira brasileira a ultrapassar os 2300 de rating FIDE e a tornar-se Mestre FIDE (MF). Novamente venceu a final do Campeonato Brasileiro Feminino em 2018 e 2019, chegando ao título de hexacampeã brasileira feminina.

 

Julia Alboredo: Em 2007 conquistou o seu primeiro Brasileiro Escolar na categoria do 6° ano do Ensino Fundamental. Foi bicampeã Paulista (2010,2013) e em 2012 sagrou-se bicampeã brasileira escolar na categoria até o 1° ano do Ensino Médio. Foi bicampeã Brasileira sub-20 (2015,2017) e em 2017 se consagrou Campeã Brasileira Universitária. Representou o Brasil em quatro Campeonatos Sul-Americanos (dois em 2012, 2013, 2014), onde nas duas últimas edições trouxe a prata para o Brasil, sendo que na última, conquistou o título de WFM (Woman Fide Master). Representou o Brasil em dois mundiais (2011, 2013) que ocorreram respectivamente no Brasil e Emirados Árabes, e em 2016 representou o Brasil na última Olimpíada na qual foi realizada em Baku-Azerbaijão.

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E você? Já pensou em ser o próximo Rafael Leitão? Ou quem sabe a próxima Juliana Terao? Acredite em você! BE THE NEXT!!!

 

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Crédito imagem: Pixabay. Disponível em: https://pixabay.com/pt/photos/xadrez-pe%c3%a3o-plano-de-jogo-rainha-3325010/
Fontes:
.https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_internacional_do_xadrez /
.https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk1910200417.htm
.http://rumoamaestria.com.br/staff/juliana-terao/
.https://rafaelleitao.com/grandes-mestres-brasileiros/
.http://rumoamaestria.com.br/staff/julia-alboredo/